Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 01/11/2018
No popular romance chinês “Release That Witch”, o Príncipe R. Wimbledom, o protagonista, enfrenta um dilema quando descobre que boa parte dos seus súditos vive em situação de rua, e com muito esforço consegue ajuda-los a mudarem de vida. Entretanto, longe da ficção, mas com problemas parecidos, o Brasil enfrenta um grave desafio no tocante a uma parcela da população que por vários motivos vive sem moradia, visto que a falta de oportunidades e de ajuda aliada ao preconceito injustificado impedem que essas pessoas melhorem sua vida.
A princípio, autoridades que fecham os olhos e a sociedade que não estende a mão são os maiores responsáveis por este cenário. Além disso, conforme pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o Brasil soma mais de 100 mil pessoas que não tem onde morar, gente que não consegue emprego, brigou com a família ou dependentes químicos são a maioria nesse grupo, seres humanos que muitas vezes nem sabem o que vão comer no dia seguinte ou mesmo se sobreviverão a uma noite mais fria. Portanto, é inquestionável que essa situação deve ser revertida não como uma medida menor, mas como ajuda humanitária.
Adicionalmente, a discriminação popular que gera exclusão e sofrimento é o que torna ainda mais difícil a luta por uma mudança. Nesse sentido, Rodrigo Mendes, fundador de uma instituição que leva seu nome, “O preconceito é reflexo da falta de conhecimento sobre os direitos humanos e a diversidade”, consoante o pressuposto, o desprezo que alguns sentem por pessoas em situação pior do que a delas mesmas é baseado fundamentalmente na ideia de afastamento e de diferença em relação ao outro, um problema de educação. Assim, mudar o entendimento da sociedade é base para vencer esse paradigma. Dessa forma, é mister entender que o que se passa com esses cidadãos é uma problemática que afeta todo o sistema, e que deve ser resolvida.
A priori, cabe ao governo federal implantar um projeto que tire das ruas, apenas os que quiserem sair, pessoas sem lar e ofereça cursos de educação e profissionalizantes, por meio de incentivos fiscais e subsídios à empresas e fundações que queiram participar, como também empregar em serviços públicos, das prefeituras, os que se formarem reinserindo-os na sociedade com trabalho e dignidade, a fim de não só ajuda-los a sair dessa situação mais se sentirem parte da sociedade. Só assim, o mundo da fantasia em que todos têm casa se tornará realidade em nosso país.