Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 02/11/2018
A Revolução Francesa que ocorreu em 1789 garantiu uma constituição que serviu de base para demais serem feitas, inclusive a brasileira. Embora a lei possua a garantia dos direitos do cidadão que incluem a liberdade, segurança e propriedade privada a quaisquer homem, independente de cor, etnia ou religião, a mesma apresenta controvérsias em relação à propriedade privada, fator esse que fica explícito nas consequências sobre o que é ser cidadão e também no âmbito governamental que não se mobiliza em prol de tal causa. Com isso, é dever do Governo auxiliar cidadãos tão marginalizados e esquecidos pela sociedade.
Devido a expansão do capitalismo, o mercado de trabalho torna-se mais concorrido, o que exige do proletariado uma qualificação profissional para assim ascender socialmente por meio de bens materiais, inclusive a propriedade privada. Entretanto, nem todos os brasileiros possuem acesso a cursos de qualificação por conta da desigualdade social recorrente e mais predominante em regiões periféricas de grandes cidades, e com isso ficam a mercê de uma sociedade discriminatória e consumista.
Além do mais, os moradores de rua refletem a exclusão social da nação e constituem os “cidadãos invisíveis”, ou seja, aqueles que possuem direitos apenas na constituição e na maioria das vezes não entram em estatísticas governamentais. Predominantemente a população que se encontra nas ruas é negra e parda, isso mostra o triste reflexo étnico social brasileiro.
Similarmente, o Governo não possui mobilização frente a esse problema social com ações públicas ou até redes de apoio para quem quer sair das ruas, já que a maior parte se encontra em situação de perigo por conta da violência.
Diante disso, é imprescindível ações governamentais por meio da Secretaria Nacional de Assistência Social para aqueles que também são cidadãos por meio de medidas que visam ofertas de emprego, além de cursos profissionalizantes e assim garantir um futuro promissor para todos.