Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 30/01/2019

Marciano da Silva Correia, encontrado morto, a princípio, por hipotermia em São Paulo é mais um que entra na estatística dos moradores de rua encontrados sem vidas no país.Esses compõem um dos grupos sociais de maior vulnerabi­lidade no Brasil.Sobretudo porque, não raro, essas pessoas são vítimas das mais variadas expressões da violência, seja a marginalização e exclusão social e a falta de empatia.

A priori, esses serem invisíveis socialmente esta relacionada à lógica da sociedade de consumo, das exclu­sões oriundas do capitalismo. Nesse sentido, Zygmunt Bauman chama de “refugo humano” aquelas pessoas inadequadas, inválidas, inviáveis ou redun­dantes, nascidas para o descarte, no ambiente da vida contemporânea. Como são pessoas que precisam ser providas de alimentos, roupas e abrigos, acabam a tornar-se objeto de políticas que acarretam despesas ao Estado, sem garantir a chamada inclusão social.

Ademais, sem empatia, sobra intolerância, bullying, violência. É pensar  como o outro se sente, de onde vem, em qual contexto foi criado e ao que foi exposto. Trata-se da dissemina­ção da indiferença que denota uma naturalização do fenômeno pelos indivíduos sedentários: “as coisas são mesmo assim”. Desse modo, ignorar aqueles que ,diariamente, são passados despercebidos é além de uma falta de humanidade um ato de crueldade tamanha.

Diante do acima exposto, conclui-se que esses desprotegidos necessitam de políticas públicas de qualidade fornecidas pelo Governo Federal por meio de abrigos temporários que seriam “pagos” por esses com trabalho em órgãos públicos como forma de apoio aos que sobrevivem nas calçadas , além desse, investir em propagandas que incentivem a empatia e o respeito com esses.