Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 26/02/2019

Moradias à base de asfalto

Na novela Malhação: Vidas Brasileiras, há um menino chamado “Garoto”

que, em um momento de sua vida, foi morador de rua, ou seja, não tinha uma moradia fixa. O programa mostrou as dificuldades enfrentadas ao morar nas ruas, como a exclusão social, a violência e o preconceito diante da sociedade. Infelizmente, esta cena retrata a realidade de muitas pessoas no Brasil, justificada pelos conflitos familiares, vícios e a perda de emprego.

Com isso, segundo pesquisas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), as ruas brasileiras abrigam 150 mil indivíduos, o que demonstra uma péssima visão do país. Além disso, 60% desses moradores de rua sobrevivem através de trabalhos informais, tais quais podem ser citados os trabalhos de flanelinha, catadores de reciclável e os “bicos”, como limpar a calçada, por exemplo. Entretanto, esta saída encontrada não é suficiente para reintegrar estes cidadãos na sociedade.

Mesmo que presentes no cotidiano de grande parte da população, os moradores de rua são excluídos da sociedade, seja por medo ou por preconceito. Um impasse que atua sobre essa exclusão social é o senso comum, que cria esteriótipos sobre características e comportamentos distintos. Portanto, estas pessoas sem residência fixa são vistas, muitas vezes, como perigosas, embora sejam as maiores vítimas da violência. Isso porque estão expostas ao preconceito e à maldade durante o dia todo, sem a devida proteção.

Desse modo, para que haja a diminuição do número de moradores de rua, o governo deveria fundar uma casa onde abrigue e crie uma bolsa de trabalho à estes indivíduos, a fim de reintegrá-los na sociedade já com recursos. Além disso, unido ao departamento de polícia, deveria investir na fiscalização frequente das ruas, para que a violência seja sanada. Por fim, deveria, através de palestras, conscientizar a população de que o respeito e a mudança do senso comum sobre os desabrigados são necessários.