Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 27/02/2019
Projetos para inclusão social
Os moradores de rua são um grupo heterogêneo, com diferentes vivências, que foram morar nas ruas por amplos motivos, como por exemplo, alcoolismo, perda de emprego, drogas, conflitos familiares ou quebra de vínculos afetivos, esse grupo não dispõe de renda para morar em um lugar fixo e, diariamente, sofrem exclusão social.
Esse problema social provoca medo tanto nos moradores de rua quanto no resto da população, pois as pessoas temem os assaltos e a violência, sentimento que os brasileiros sem residência fixa também experimentam, já que podem ser atacados pelos cidadãos ou até pela polícia, algumas pessoas sentem compaixão por esse grupo e tenta ajudar os moradores de rua como podem, mas a maioria sente indiferença e não se importa com esse problema social, causando a exclusão social.
A IPEA estimou no início de 2019, que 30% dos moradores de rua têm entre 26 e 35 anos e 60% trabalham como flanelinha, catadores recicláveis e limpam calçadas, e 40% desse grupo é pardo, 30% são brancos e 30% são negros.
Para solucionar esse problema devem ser feitos projetos de intervenção respeitando a questão da diversidade e que reintegre, permanentemente, os moradores de ruas na sociedade baseando-se em princípios como oferecer um emprego, uma moradia individual, uma equipe multidisciplinar para cuidar da parte emocional e da saúde dessas pessoas, uma bolsa aluguel que dê uma quantia para essa pessoa pagar as despesas da moradia até ela se estabilizar, se possível fazer com que ela retorne a conviver com a família e outros grupos sociais e, principalmente, acompanhá-la por no mínimo cinco anos até que o cidadão tenha recuperado completamente a parte financeira e emocional de sua vida.