Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 27/02/2019

Hoje em dia, um problema social muito presente no Brasil é a grande quantidade de desabrigados presentes nas cidades. Nesse contexto, milhares de pessoas, em estado de extrema pobreza, têm como única moradia as ruas que, claramente, não são o espaço adequado à habitação definitiva. Assim, esses indivíduos se tornam potenciais alvos da contração de doenças, da fome, da violência urbana e de inúmeras outras adversidades presentes no ambiente urbano, além do próprio preconceito por parte da sociedade.

Assim, para que seja possível analisar esse fenômeno, é necessário mencionar, à priori, que o número de desabrigados no Brasil já passa de 100 mil indivíduos, de acordo com dados divulgados pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Tendo em vista esse fato, é possível perceber que esse índice aponta para uma grande dificuldade inicial em recolher essas pessoas da rua, visto que se trata de números massivos.

Além disso, outra adversidade se apresenta quando essas pessoas conseguem ter a possibilidade de ser recolhidas por alguma instituição, seja governamental ou não, mas não aceitam tal serviço. Isso se dá, muitas vezes, pelo fato de esses indivíduos não serem tratados em seu caráter individual. Em outras palavras, em muitos casos, a ajuda voluntária não considera a história pessoal do morador de rua e apenas se oferece para levar-lo para um lar provisório, o que acaba acarretando na recusa por parte desse indivíduo. Ademais, aqueles que aceitam ser recolhidos não têm, em grande parte dos casos, a assistência social necessária para continuar progredindo de modo que não voltem para as ruas.

Tendo em vista acabar com as adversidades supracitadas, faz-se necessária a tomada de mudanças. Primeiramente, o governo deve criar projetos sociais que incluam a ajuda de assistentes sociais, psicólogos, médicos e outros profissionais que, além de garantir a saída dessas pessoas das ruas, ajudem a alavancar o início de uma nova fase. Ademais, esses projetos devem estar abertos a doações por parte da sociedade, a qual deve ser conscientizada por parte do governo, através de campanhas midiáticas, a colaborar com a saída desses indivíduos dessa situação de pobreza.