Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 10/03/2019
Com o advento da lógica capitalista, a sociedade foi se moldando pautada em pilares preconceituosos e de exclusão social. Nesse sentido, nota-se que a parcela de moradores de rua vem crescendo, pois a falta de assistência governamental bem como o descaso da população, impedem que essa ´´minoria´´ melhore suas condições. Diante disso, devê-se pautar causas e efeitos, propondo soluções para mazela em questão.
Em primeiro plano, nota-se que o Poder Público pouco tem feito para reduzir o número de brasileiros em situação de rua. Isso porque, analisando locais como a grande São Paulo, percebe-se que são numerosos os focos de pessoas vivendo nas ruas, em contrapartida essa realidade não tem incomodado as autoridades competentes. Entretanto, é relevante que a imagem do país vai sendo prejudicada, pois a moradia é um direito dos cidadãos previsto na Constituição de 1988, porém não está sendo assegurado.
Ademais, a cultura discriminatória da população é uma grande propulsora da problemática. Segundo o sociólogo britânico Nick Couldry, a discriminação prejudica a democracia, pois a desigualdade condena as minorias a inexistência, deixando sua fala sem espaço para expressar suas opiniões e necessidades. Analogamente os moradores de rua têm que lidar diariamente com os olhares que os diminuem e com a falta de oportunidades para falar sobre ajuda. Sendo assim, a sociedade move a dificuldade enfrentada por aqueles que não possuem moradia.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de que a mídia, por meio de propagandas engajadas, veicule a importância dos indivíduos terem um olhar mais incluidor para aqueles que estão nas ruas, pois assim terão mais voz e consequentemente oportunidades. Desse modo, a influência midiática sera positiva e estará cumprindo seu papel social. Por conseguinte, a organização de ONGs de apoio pode solucionar o entrave como órgão que visa suprir a deficiência do Estado, melhorando a assistência e garantindo o cumprimento das leis.