Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 14/05/2019
Os moradores de rua, sendo aqueles em que vivem em situação de rua, causados por diversos fatores como na ausência de vínculos familiares, desemprego, violência, perda da autoestima, alcoolismo, uso de drogas e doença mental. Estas pessoas marginalizadas a décadas tem sua realidade ignorada pela população e governo, tendo o mínimo para suprir suas necessidades básicas, esta situação provem também da fortificação do capitalismo, sendo um reflexo da exclusão social existente no nosso país.
Em 2008, no Brasil, numa pesquisa realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social sobre a população em situação de rua, foi constatado que 71% dos moradores de rua trabalham e apenas 16% dependem da mendicância para sobreviver. O alcoolismo e as drogas são as razões que levam a maioria dessas pessoas a morar na rua: 35,5%. A seguir, vem o desemprego com 30% e conflitos familiares com 29%.
Além da situação de rua, diversos indigentes buscam abrigos em prédios e casas desocupadas, entretanto, se colocam em alta situação de risco pela falta de manutenção, principalmente na área da rede elétrica e desabamentos, temos o exemplo do caso do edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, em São Paulo. O prédio passou por um incêndio e desabou,169 famílias viviam no local resultando em feridos e mortos.
É necessário que o governo amplie os recursos para essa parcela da sociedade como o projeto da prefeitura de Porto Alegre, Pessoa em situação de Rua, que tem o objetivo de auxiliar no ingresso social e econômico dos indigentes, também em auxilio psicológico pelos possíveis traumas que o levaram a esta situação e aos que surgiram com a mesma. “Devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade.” citou Aristóteles, e contrapartida seria preciso uma reformulação em todo o sistema econômico do país e uma reeducação economica e psicologica.