Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 10/05/2019
O livro “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, retrata a vida de meninos moradores de rua e suas lutas diárias pela sobrevivência, obrigados à roubar, por exemplo, para ter o que comer. Não muito distante da ficção, moradores de rua no Brasil se assemelham aos meninos de Jorge Amado: famintos, com baixa escolaridade e, muitas vezes, esquecidos e julgados pela sociedade.
Aldous Hexley já dizia que os fatos não deixam de existir só porque são ignorados. Hoje, segundo o IPEA, o Brasil acarreta 101 mil pessoas em situações precárias nas ruas do país, sendo 15.905 somente na cidade de São Paulo, segundo a Fundação de Pesquisas Econômicas, um aumento de 150% nos últimos três anos. Muitos, como no poema " O Bicho" de Manuel Bandeira, revirando lixo à procura de comida e sem possuir nenhuma oportunidade de vida.
De acordo com o site “Isto é”, apenas 1,4% dos desabrigados possuem nível superior de escolaridade, enquanto 58,7% usufruíram apenas do ensino fundamental e 15,1% não tiveram oportunidade de estudo. Cada morador de rua possui uma razão para estar nessa situação, e os principais motivos são o alcolismo, a dependência química, o desemprego e problemas familiares, abandonados antes e depois de tornarem-se sem-teto.
Adolfo Vázquez afirmava que o aumento de um evento ocasionaria em sua naturalização. Desta forma, para que a situação dos moradores de rua não se torne ainda mais normalizada, é dever da Secretária Nacional de Assistência Social e a Associação Municipal de Apoio Comunitário (AMAP), como principais órgãos, em parceria com o Governo Federal construa casas de abrigo adequadas e realize mutirões com ajuda psicológica para convencer e ajudar mentalmente e fisicamente os moradores de rua. Além disso, que a população, por meio de doações e divulgações em redes sociais, contribua para ONGs como a Anjos da Noite que distribuem agasalhos e alimentos a permanecerem auxiliando os desabrigados.