Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 13/05/2019
Sob Marquises
Um problema já bem conhecido dos brasileiros é a falta de moradia para todos. Seja ela decorrente de baixos níveis de escolaridade, de vícios e da má distribuição de renda no Brasil, a mendicância sempre existiu, principalmente nas grandes metrópoles. Mas em pleno século XXI, apesar de todos os avanços que o homem atingiu ainda não se resolveu um problema ao qual se faz referência até mesmo na Bíblia.
Os sem- teto existem pelos mais variados motivos, sendo o principal deles, a dependência química. São pessoas que perderam tudo para sustentar seu vício. As drogas, ainda que ilegais, são muito presentes nas cidades brasileiras e delas decorrem outros problemas além da impossibilidade de convivência familiar, que faz com que as famílias de viciados os expulsem de suas casas, pela situação ter se tornado insustentável. Na maioria das vezes, como mostram os dados, tratam-se de pessoas de baixa instrução (quase 60% mal completou o ensino fundamental e outros 15%, nunca estudaram).
Os moradores de rua não escolhem tais condições de vida que atentam contra a própria dignidade do homem, o fazem por falta de alternativa. Não tendo para onde ir, e o poder público não tendo interesse em abrigá-los, tornam-se as ruas seus lares e as marquises, seus telhados. Não é raro ouvir falar que algum morador de rua morreu de frio nos rigorosos invernos porto-alegrenses. É lícito permitir que um ser humano morra em tais circunstâncias, como um cão arruaceiro? Lógico que não! O homem foi ao Espaço e à Lua, mas deixa que seu semelhante viva em condições que a palavra “insalubre” não serve para descrever.
Para que o problema seja resolvido, para o bem comum e não apenas para que as consciências fiquem mais leves, cada prefeitura municipal deverá inaugurar abrigos públicos em que todos possam se refuguiar segundo sua vontade, lá deverá ser oferecida capacitação para que tais pessoas possam retornar à plena atividade. Se o desabrigado tratar-se de um viciado, deverá ser conduzido coercitivamente para tratamento e reabilitado. É dever humano tratar como tal um igual ainda que, fora do domínio de suas faculdades mentais, não o deseje. Todo homem nasceu para ser livre, mas para ser livre, deve tornar-se homem, e para ser homem, deve ser dignificado como todo ser humano merece pelo fato de ser.