Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 14/05/2019

Pessoas que passam as noites dormindo nas ruas, em praças, embaixo de viadutos e pontes são consideradas pessoas em situação de rua. Além desses espaços, também são utilizados locais degradados, como prédios e casas abandonados e carcaças de veículos, que têm pouca ou nenhuma higiene.São diariamente vitimas de diversos tipos de violências físicas e verbais, sendo submetidos a passar fome, frio, condições de higiene mínimas ou zero e sofrem uma exposição pública sobre todos esses direitos (saúde, educação, higiene, alimentação, lazer, segurança etc.) que lhes foram privados.

Quando falamos sobre pessoas, sabemos que há particularidades na condição de várias delas e cada uma pode ter tido um motivo particular para viver nas ruas, mas há também questões em comum entre essas pessoas, que são repetidamente vistas em muitos casos. Quanto aos motivos que levam as pessoas a morar nas ruas, a maioria são: alcoolismo e/ou uso de drogas, perda de emprego e conflitos familiares. Apesar de não ser muito comum, existem pessoas que escolhem por viver nas ruas. Embora os principais motivos sejam, por vezes, violências e abusos domésticos ou desentendimentos dentro da família, existe um grau de escolha própria para ir para a rua. Muitas vezes, essas pessoas que escolher por conta própria viver na rua, acreditam na liberdade que a rua tem.

Todas essas pessoas são dignas de direitos e deveres, mas, por estarem à margem da sociedade, não têm. Na maioria das vezes, conhecimento sobre o que fazer para acioná-los ou, também, não têm saúde mental suficiente para compreender com clareza o que está passando devido ao vício em drogas ou outros tipos de doenças mentais e emocionais. Como solução para uma parte do problema dessas pessoas, em São Paulo, durante o inverno, criaram a “Operação Baixas Temperaturas”, que tem como objetivo ajudar e retirar as pessoas que vivem na rua. Quando as temperaturas começam a abaixar, inicia-se o trabalho dos agentes para encaminhá-los às unidades de acolhimento, protegendo-os do frio. Esta operação conta com a ajuda de órgãos como a Guarda Civil Metropolitana, Defesa Civil e Secretaria de Saúde.

É dever do Estado promover e ajudar as pessoas que vivem em situações como essa, assim, todas as cidades brasileiras deveriam adotar essa operação e torná-la obrigatória, pois em 2009, de acordo com a Secretaria Municipal de Assistência social, 18 mil moradores de rua foram resgatados. É assim que o problema começará a ser resolvido, já é um bom começo para todos. Outra forma de ajuda aos moradores de rua, é a Campanha do Agasalho, que conta hoje com vários postos de recebimento de doação de roupas (calças, blusas, toucas, casacos, meias, luvas etc.). Ao ver um morador de rua, não hesite, ligue e/ou doe um agasalho, até mesmo comida, todos podem ser um agente salvador de vidas.