Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 15/05/2019
“Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”. Esse é o terceiro objetivo fundamental da República Federativa do Brasil, no entanto não podemos afirmar que esteja sendo cumprido ou colocada em prática alguma tentativa de melhorar a situação da população marginalizada do país.
O estado de São Paulo possui uma população de 12,8 milhões de pessoas, segundo dados do IBGE, sendo que 15.901 dessas estão em situação de miséria e vivem nas ruas. Mesmo que esse estado seja um dos mais produtivos e industrializados do Brasil, as oportunidades de emprego não estão disponíveis para todos; representando o segundo maior motivo para pessoas em situações de rua: O desemprego.
O alcoolismo e o consumo de drogas ocupa a primeira posição (36%); além de criarem uma dependência do álcool e das drogas, estas pessoas não possuem higiene, saneamento básico e alimentação adequada para viver.O aumento da população em condição de exclusão social revela a invisibilidade desse cenário perante a maioria do povo que possui recursos para ter um vida confortável e ajudar o demais que precisam de auxílio.
O sistema capitalista em vigor, não abre oportunidades iguais e não é capaz de garantir os direitos básicos de saúde, alimentação e moradia para todos. No entanto se tivesse capital o suficiente a alternativa seria construir em terrenos seguros e adequados moradias populares, gerando emprego e abrigando pessoas. Mais do que providenciar casa, a orientação vocacional ou de como prosseguir nos anos que virão é essencial para o indivíduo ser reinserido na sociedade e assim gerar lucro para contribuir com o país.
Quando o fato social da exclusão de minorias deixar de ser ignorado a nação cresce e nós exercemos a humanidade, sendo solidários com a situação do próximo com a finalidade de restaurar uma sociedade justa e igualitária.