Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 16/05/2019

Mais de 100 Mil Pessoas Invisíveis

No cotidiano brasileiro, é cada vez mais comum ver nas ruas, pessoas desabrigadas, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplica (IPEA), no ano de 2015 havia cerca de 101.854 mil pessoas morando nas ruas, e esse é um número que com o passar do tempo vem aumentando cada vez mais.

Moradores de rua podem estar nesta situação por diversas razões, a mais comum é o uso de drogas, tanto ilícitas, como o crack, ou até mesmo lícitas, como o álcool por exemplo. Quando uma pessoa vai para as ruas, além de já estar fragilizada, pelo choque de estar desabrigada, ou até mesmo o uso de drogas, ela ainda tem de lidar com a invisibilidade que ela adquire diante da sociedade, sendo que a maior parcela da população não da a atenção necessária para pessoas nesse contexto, e apesar de existirem ONGs (Organizações Não Governamentais) que cuidam de pessoas sem-teto, e até mesmo albergues para as mesmas, essas instituições não conseguem dar conta da demanda que elas tem de atender.

Ainda sobre as ONGs que cuidam de moradores de rua, mesmo estas prestando serviços aos andarilhos, isso não os tira das ruas, apenas remedia o problema. O que tem de ser feito para resolver a situação dos desabrigados no Brasil é uma melhora drástica nos serviços básicos, como educação e saúde, pois assim cidadãos que se verem em um cenário de calamidade, como o de não ter como ingressar em uma faculdade, ou de estar viciado em uma droga, podem ser amparados, já que com uma educação de qualidade, pode-se concorrer a vagas no mercado de trabalho, e com um sistema de saúde bom, existe a chance de se conseguir auxílio com doenças psicológicas ou o vício em drogas.

Diante dos fatos apresentados, é perceptível que apesar de existirem meios de amparo aos moradores de rua, não são eles quem vão tirá-los dessa situação, e sim um sistema de serviços públicos de qualidade.