Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 18/05/2019
Na obra Capitães de Areia, de Jorge Amado, retrata o cotidiano de adolescentes abandonados, em condições insalubres. Analogamente, no contexto social vigente, moradores de rua se encontram em péssimas condições e, muitas vezes, são tratados com indiferença. Nesse âmbito, pode-se analisar que não só a ineficiência do Poder Público como também as questões pessoais do indivíduo são fatores que contribuem diretamente na perpetuação dessa premissa. Dessa forma, é necessária a tomada de novas medidas para que se resolva a questão.
A priori, é válido ressaltar que as Políticas Públicas são imprescindíveis para garantir um aspecto social e econômico melhor para o cidadão. No entanto, embora o acesso à alimentação e à moradia, sejam direitos básicos previstos na Constituição Federal, é negligenciado por parte do Governo a criação de abrigos e locais destinados a distribuição de refeições para os mais necessitados. Sendo assim, as pessoas que permanecem nessa situação, são isentas de uma melhoria de vida e são expostas a diversos tipos de doenças devido a rotina. Nesse sentido, é de extrema importância a participação das autoridades com o objetivo de minimizar tal problemática.
A posteriori, é importante abordar que, muitas vezes, o indivíduo decide ir para as ruas por não conseguir manter o custo de vida dentro da sua residência, por problemas familiares ou, também, relacionados ao vício do álcool e pelas drogas. Seguindo tal linha de raciocínio, pode-se dizer que com o passar do tempo, tornam-se pessoas fragilizadas e que necessitam de auxílios para recuperarem a vida normal. Em contrapartida, a sociedade, de maneira geral, tratam-os como invisíveis e rejeitados. Tal fato pode ser relacionado com o sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, no qual afirma que o egocentrismo e o individualismo, comuns nessa pós-modernidade, faz com que não vejamos o outro como um ser humano. Dessa forma, é fundamental que o respeito e a alteridade sejam estabelecidos na vida de toda a população.
Torna-se necessário, portanto, que o Governo Federal execute novos projetos de abrigos com uma maior flexibilização de regras, para que os moradores tenham o direito de ir e vir de acordo com suas necessidades. Além disso, é imprescindível que a mídia, como grande formadora de opiniões, promova campanhas de doações de alimentos, roupas e produtos de higiene pessoal com o objetivo de doar para as Secretarias de Assistência Social e, dessa forma, contribuir para a mobilização dessa causa. Outrossim, é fundamental que os residentes em via pública sejam respeitados e vistos como cidadães, com todos os direitos e deveres previstos na Constituição.