Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 25/05/2019
Só na cidade de São Paulo, um estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) contabilizou 15.905 pessoas em situação de rua no ano de 2015. Com o aumento do desemprego, que atinge atualmente 13,7 milhões de brasileiros, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e com a crise do país, é possível que o número de pessoas em situação de rua em São Paulo e em outras cidades já seja bem maior.
Além disso, situações como a queda do edifício Wilton Paes de Almeida, onde havia uma ocupação, mostram a urgência de se debater o déficit habitacional da cidade de São Paulo.
Com a crise econômica que o país enfrenta e a alta do desemprego, muitas famílias não têm condições de pagar os altos aluguéis cobrados em cidades como São Paulo. E para não viverem nas ruas optam por prédios ocupados. Nestes espaços, elas se sentem mais seguras, por terem um teto e algum grau (normalmente mínimo) de infraestrutura, como eletricidade. Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil Apesar de apresentarem condições melhores do que as ruas, esses prédios apresentam os seus próprios perigos, como o risco elevado de panes elétricas, já que eles não recebem a devida manutenção, e até mesmo o risco de desabamento.
Portanto, esse desinteresse do Estado pelas pessoas que se encontram na referida situação influencia diretamente no comportamento da sociedade, sendo que os moradores de rua são tratados ora com compaixão, ora com repressão, preconceito, indiferença e violência.