Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 26/05/2019
Um dos reflexos do intenso processo de exclusão social é a população em situação de rua que, em decorrência da ocupação do solo urbano estar baseada na lógica capitalista de apropriação privada do espaço mediante o pagamento do valor da terra, não dispõe de renda suficiente para conseguir espaços adequados para a habitação e, sem alternativas, utiliza as ruas da cidade como moradia.
Conforme definição da Secretaria Nacional de Assistência Social, a população em situação de rua se caracteriza por ser um grupo populacional heterogêneo, composto por pessoas com diferentes realidades, mas que têm em comum a condição de pobreza absoluta, vínculos interrompidos ou fragilizados e falta de habitação convencional regular, sendo compelidas a utilizar a rua como espaço de moradia e sustento, por caráter temporário ou de forma permanente.
A exposição desses indigentes nas ruas só aumentam ainda mais os riscos de contraírem doenças respiratórias, devido as temperaturas extremas, e sexualmente transmissíveis. Como também, de sofrerem agressões, pois a maioria da sociedade os julgam por sua situação, tratando-os com preconceito, desprezo e violência, agredindo-os sem nenhuma razão e até mesmo abusando sexualmente, aumentando o índice de DSTs e de Gravidez indesejada em adolescentes.
Com isso, é imprescindível que o Governo amplie leis a todas comunidades, tais como a Política Nacional para População em Situação de Rua, para que, esses indivíduos tenham oportunidade de serviços e capacitação profissional, assim tornado-se independente e contribuindo com o desenvolvimento do País, através da geração de renda. Além disso, é necessário que Psicólogos e Representantes de ONGs, palestrem em locais públicos, explicando a importância da família, com o intuito de prevenir e superar os motivos que levam tantos cidadãos a rua.