Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 26/05/2019
É comum, ao andar pelas ruas de nossos estados, encontrar centenas de moradores de rua em diversos cantos que são diariamente vitimas de diversos tipos de violências físicas e verbais, sendo submetidos a passar fome, frio, condições de higiene mínimas ou zero, sem contar a situação vexatória de exposição pública sobre todos esses direitos (saúde, educação, higiene, alimentação, lazer, segurança etc.) que lhes foram privados. Todas essas pessoas são dignas de direitos e deveres, mas, por estarem à margem da sociedade, não têm.
Na maioria das vezes, conhecimento sobre o que fazer para acioná-los ou, também, não gozam de saúde mental suficiente para compreender com clareza o que está passando devido ao vício em drogas ou outros tipos de doenças mentais e emocionais. Durante o inverno está em prática a ‘’Operação Baixas Temperaturas’’, que visa o atendimento e a remoção da população em situação de rua. Quando os termômetros atingem 13°C ou menos, inicia-se o trabalho dos agentes para encaminhá-los às unidades de acolhimento, protegendo-os do frio.
Como a demanda é muito grande, existem hoje em dia canais de comunicação onde qualquer cidadão pode acionar agentes da prefeitura informando a localização de algum morador de rua. Através do número 156 é possível acionar pelo menos um dos 400 agentes preparados para atender este tipo de ocorrência. É obrigação do Estado prover recursos às pessoas em situação de rua. Porém, nem sempre as pessoas aceitam o atendimento, já que elas são convidadas e não obrigadas a se dirigirem aos centros de acolhimento.
Ao ver um morador de rua, não hesite, ligue e/ou doe um agasalho! Ele pode não saber que existe uma saída para se aquecer nas noites frias do inverno, e pode ser você o agente salvador de uma vida.