Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 28/05/2019
“Não gosto de morar nas ruas, mas tive que sair de casa por causa das drogas”. O relato de Adriano da silva não é difícil de ser encontrado nas cidades brasileiras. A maioria dos moradores de ruas são usuários de drogas(cachaça, maconha, crack, etc.). Segundo uma pesquisa do Brasil escola aproximadamente 36% dos moradores de rua associam a situação em que vive ao uso de drogas. Ainda na mesma pesquisa do Brasil escola as drogas têm uma grande influência na relação familiar, portanto o que caracteriza 30 % dos moradores de ruas serem consequências de problemas familiares.
Em decorrência do uso abusivo de drogas, à discriminação social por parte da população. O fato de estar nessas condições precárias não permite uma vestimenta adequada, portanto é comum ver uma pessoa atravessar a rua para não encontrar com o individuo, com medo de ser roubada. O morador de rua não está exposto somente pelo olhar preconceituoso da sociedade, mas também à doenças, violência, marginalização, etc.
Outro fato que também deve-se atenção, é que 58,7 % dos indivíduos que ocupam as ruas brasileiras não têm ensino fundamental completo, segundo pesquisa realizada pelo Brasil escola. É uma grave problema devido ao difícil acesso ao mercado de trabalho, apesar de muitos dos que ocupam as ruas estarem “acomodados” pela vida em que levam. Para aqueles que procuram um “meio de ganhar dinheiro” surge muitas vezes os trabalhos ilegais como, olhar carro, vender drogas, etc.
Portanto, a fim de garantir que os moradores de ruas sejam inseridos novamente na sociedade, cabe ao Conselho Nacional De Direitos Humanos (CNDH) elaborar projetos de leis que buscam a inserção dos moradores de rua novamente na sociedade, por meio de projetos profissionalizantes e reabilitação dos usuários de drogas. Assim fora dos vícios e dentro do mercado de trabalho é possível a restauração do indivíduo perante a sociedade.