Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 23/06/2019
A presença de uma população marginalizada é um problema intrínseco no Brasil há muito tempo. Isso pode ser notado desde a época da escravidão e da vinda da Corte Portuguesa ao Brasil, em 1808, o que ocasionou a expulsão da população pobre do Rio de Janeiro para os morros. Atualmente, uma boa parte da população marginalizada se encontra em situação de rua, por causa da alta especulação imobiliária e poucas políticas sociais de assistência, bem como a baixa escolaridade que ainda atinge tantas pessoas.
A priori, é preciso perceber que os abrigos criados pelo governo para os moradores de rua passarem a noite, são apenas uma forma de esconder o problema, essas pessoas ganham um local para dormir, mas continuam sem emprego e em situação de miséria. Outrossim, alguns moradores não utilizam os abrigos pelas regras impostas, já que muitos não podem ficar perto de familiares e animais quando estão lá. De resto, há problemas de superlotação, furtos e despreparo de funcionários, segundo o diretor de um movimento a favor dos moradores de rua.
Ademais, o alto custo dos imóveis faz com que somente pessoas de alta renda tenham acesso a casas. Isso é causado pela especulação imobiliária que elitiza e impede que terrenos cumpram sua função social de ser produtivo, como previsto em constituição. Além disso, segundo dados da revista Istoé, o tempo de escolaridade é inversamente proporcional à quantidade de pessoas em situação de rua, logo, a evasão escolar influencia nesse problema.
Em suma, a especulação imobiliária e baixa escolaridade devem ser combatidas. Sendo assim, o Governo Federal deve aumentar o IPTU progressivo para imóveis parados, forçando a baixa de preços e a venda; as prefeituras municipais devem incentivar proprietários de terras a doarem parte de terrenos para a construção de moradias populares em trocas de benefícios e o Ministério da Educação deve proporcionar uma qualificação profissional para que antigos moradores de rua encontrem um emprego.