Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 15/06/2019
Moradores de rua e a falta de cidadania
Segundo o jornal Folha de São Paulo, estima-se que o Brasil tenha cerca de quatrocentas mil pessoas vivendo em condições desumanas, e segundo o IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, cem mil dessas vivem nas ruas do país. Tanto nas grandes capitais, como em cidades pequenas, a situação é alarmante e, mesmo sendo um grande problema, está presente no mundo todo.
As situações que levam as pessoas a morarem nas ruas variam muito. Segundo uma pesquisa, realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social, 35% dos moradores de rua estão nas ruas por alcoolismo e/ou drogas, 29,8% por perda de emprego e 29,1% por conflitos familiares. Das pessoas entrevistadas, 71,3% citaram motivos que se correlacionam entre perda de emprego, uso de drogas e conflitos familiares. Já em relação à faixa etária, a idade média de homens e mulheres em situação de rua é dos 26 aos 35 anos.
Em algumas entrevistas recentes realizadas com moradores de ruas, muitos dizem ser analfabetos e ter dificuldade de conseguir emprego, tendo essa situação como fator principal. Isso mostra que a falta de escolaridade tem os afetado diretamente. Como já se sabe, as escolas públicas do nosso país estão com um nível de aprendizado muito baixo, e isso, sem dúvidas, deve ser melhorado. Uma forma de aumentar o ensino nas escolas, é investindo no ensino fundamental, pois, com uma boa base, haverão bons resultados.
O governo federal e o Estado tem feito a diferença há alguns anos, tomando a iniciativa de criar leis e programas específicos para os moradores de rua. A principal política pública implementada foi a Política Nacional para População em Situação de Rua, visando a inclusão da população na intermediação de empregos, criação de alternativas de moradia, entre outras. Além disso, em 2018, a lei que proíbe a recusa de atendimento a moradores de rua pelo SUS, foi aprovada.
É nítido que o país se preocupa e está começando a tomar medidas em relação à situação dessas pessoas, mas, infelizmente, pode levar anos até conseguir-se o abrigo permanente a todos. Deve-se continuar lutando por cada morador de rua, pois, apesar de tudo, eles são cidadãos tanto quanto o resto dos brasileiros e merecem os mesmos direitos e cuidados que todo cidadão.