Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 15/06/2019
Pessoas que passam as noites dormindo nas ruas, sob marquises, em praças, embaixo de viadutos e pontes são consideradas pessoas em situação de rua. Além desses espaços, também são utilizados locais degradados, como prédios e casas abandonados que têm pouca ou nenhuma higiene. Os moradores de rua são um grupo heterogêneo que estão nessa situação pelas mais variadas razões. Uma pesquisa publicada pelo Ipea com base em dados de 2015 projetou que o Brasil tem pouco mais de 100 mil pessoas vivendo nas ruas e o que a população brasileira tem feito sobre isso?
Junto com o crescente aumento no número de moradores de rua o descaso da população aumenta também. Entender o porquê de uma pessoa deixar sua família ou o aconchego de seu lar muitas vezes é ilógico, porém é isso o que a dependência química ocasiona em média em 36% dos moradores de rua, apenas 20% estão nas ruas devido ao fato de perca de moradia, 30% devido ao desemprego e outros 30% por questões de problemas familiares.
Ao analisar esses dados e compreender um pouco dos motivos que fazem uma pessoa ser parte dessas 15.905 pessoas, percebe-se que não deveríamos supervalorizar o porquê da pessoa estar na situação que está, e sim o que podemos fazer para esses números decrescerem. Sensibilizar-se ao ver uma pessoa, que não é pior ou melhor que você mesmo, deveria ser algo natural.
Portanto, agir em pról do outro, independente da classe social, raça ou idade não deveria virar notícia de rede nacional. A construção de abrigos para moradores de rua, algo comum nos Estados Unidos, seria um começo. Implantar um sistema que dê um lugar seguro para essas pessoas que passam por diversos problemas, investir em empregos específicos para essas pessoas, seria de grande ajuda, muitos querem apenas uma educação básica para seus filhos e ter pessoas dispostas a isso e incentivar à ajuda definitivamente traria mais esperança para nosso Brasil.