Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 18/06/2019
A obra “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, retrata a situação de jovens morando nas ruas de Salvador. Em consonância, assim também acontece em todos os estados do país. Nesse contexto, a urbanização desenfreada, proporcionada pelo êxodo rural, agravou os problemas das cidades, o que acarretou em desemprego, consequente desigualdade social e um grande número de pessoas vivendo em situações alarmantes.
A priori, de acordo com a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito à vida digna, garantida pelo Estado. Contudo, dados divulgados pelo IBGE, em 2019, mostram que 13 milhões de brasileiros estão desempregados. Obliquamente, famílias inteiras se encontram à deriva da sociedade, vivendo em situação de risco nas ruas da cidade, carentes de cuidados básicos e sem qualquer esperança para o futuro.
Nesse viés, os moradores de rua, além de terem seus direitos violados, precisam ainda lidar com o pré-conceito e exclusão social. Nesse sentido, dados da Oxfam mostram que o Brasil se encontra em nono lugar no ranking de desigualdade social. Diante disso, essa exclusão é resultado direto do preconceito pelos mais ricos, que tendem a silenciar os miseráveis. Posto que a história se repete, a política de “embranquecimento” da população brasileira no início do século XX, transforma-se agora em uma tentativa de “enriquecimento”, a fim apenas de passar uma imagem boa aos mais favorecidos.
Desse modo, é incontestável a necessidade de interferência quanto a exclusão de moradores de rua. Logo, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, deve investir no ensino técnico de nível médio, o que garantirá formação profissional aos mais jovens. Além disso, as ONGs, junto com a mídia e a sociedade, devem organizar grupos de conversa para inclusão de pessoas em situações de carência. Assim, garantir-se-á base para os novos integrantes da sociedade e apoio na inclusão dos já desfavorecidos.