Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 08/08/2019
Irrevogavelmente, a população moradora de rua está em constante crescimento em âmbito nacional. O assunto que tem suas raízes bem fixadas em outrora, deve-se tornar pauta em nossas discussões a respeito da sociedade brasileira. A imensa desigualdade social e salarial pode ser melhor evidenciada desde a revolução francesa, desencadeada justamente por esse motivo, enquanto a família real desfrutava de uma vida utópica, a população francesa não tinha esperanças em um mundo igualitário.
Precipuamente, é necessário pensar nas consequências geradas pela economia capitalista que vivemos, de forma a distanciar ainda mais as oportunidades entre as classes sociais. A grande maioria da população que vive nas ruas do país não teve acesso a educação, seja a de período fundamental ou a formação no ensino médio. Com o perpassar do tempo, as empresas, sobretudo as em ascensão, cobram cada vez mais um currículo completo em entrevistas de emprego, de modo que impossibilita o contrato de pessoas pertencentes a uma classe inferior a média educacional no Brasil, perpetuando um ciclo econômico precário no país.
Posteriormente, é fato que não apenas a baixa escolaridade é a causadora dos números de moradores de rua. Por vezes, diante a problemas familiares ou amorosos, as pessoas buscam e acabam por encontrar certo refúgio dos problemas nos vícios diversos, chegam à pobreza extrema, bem como à dívida severa e a perda de bens conquistados ao longo da vida. A moradia em ruas se torna a única opção quando uma grande parcela dos direitos humanos deixaram de existir para essas pessoas que, por conseguinte, acabam esquecendo que ainda vivem, que ainda tem identidade e valor social.
Não obstante, cabe ao governo, juntamente a mídia e as inúmeras ONG’s, contornar a situação. Seja através de leis que proíbem a moradia em ruas ou fatores que melhorem as condições da atual educação brasileira. Analogamente, é dever das mídias trazer a realidade nacional de modo a proporcionar maior visão da população diante o assunto e, juntamente as ONG’s que devem permanecer realizando trabalhos sociais, conseguir amenizar de imediato os números de pessoas nas ruas ou que tenha tamanha eficiência para não permitir que os números cresçam.