Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 29/08/2019

No final do século XIX, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea que proibia a escravidão no Brasil.A partir desse contexto, notou-se um crescimento de moradores de ruas na sociedade brasileira, visto que os ex-escravos não foram amparados por políticas públicas.Essa triste realidade, com o passar dos anos, foi piorando à medida que o sistema capitalista ampliassem as diferenças sociais e ,hoje, isso tornou-se um problema social no Brasil.

Em primeiro lugar, é preciso compreender os motivos que levam os indivíduos a viverem nas ruas.Nesse viés, de acordo com a revista Istoé, 65 % dos moradores de ruas foram parar nessa situação por problemas com as drogas e o desemprego.Diante disso, percebe-se que não é uma escolha pessoal viver nas ruas, e sim uma somatória de percalços nas vidas dos mendigos.

Em segundo lugar, vale ressaltar que as condições dos moradores de ruas são excludentes dos anseios básicos da vida dos indivíduos.Nessa perspectiva, é comum vermos nas cidades brasileiras pessoas vivendo sob condições deploráveis, contrariando os direitos humanos que foram promulgados pela Organização das Nações Unidas(ONU).Com isso, os mendigos, por não terem uma residência fixa, ficam expostos as adversidades impostas pelas ruas, como as baixas temperaturas e a violência.

É imprescindível, portanto, que sejam tomadas medidas para mudarem a vida dos moradores de ruas. Nesse cenário, o Governo Federal poderia, com o apoio das empresas, criar oportunidades de empregos para os mendigos, a fim de inserirem essas pessoas no mercado de trabalho para conseguirem uma moradia.Além disso, as instituições de caridades devem, por meio de ações coletivas da sociedade, como a criação de clínicas de reabilitação populares, proporem auxílio aos dependentes químicos, pois sem ajuda eles não irão conseguir mudar de situação.