Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 05/09/2019

Em 2008, no Brasil, numa pesquisa realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social sobre a população em situação de rua, foi constatado que 71% dos moradores de rua trabalham e apenas 16% dependem da mendicância para sobreviver. O alcoolismo e as drogas são as razões que levam a maioria dessas pessoas a morar na rua: 35,5%. A seguir, vem o desemprego com 30% e conflitos familiares com 29%. Análago a isso, hoje o cenário não é diferente, a população que vive nas ruas somente aumenta e com o aumento deste corpo social cresce o preconceito ao morador de rua. Diante disso, cabe analisar os fatores e efeitos desse cenário a fim de revertê-lo.

Constata-se que o vício em drogas e álcool é um dos maiores fatores, submetendo o indivíduo a tais condições, não obstante os outros casos que são o desemprego e brigas familiares levando a rejeição em sociedade que começa na escola ou dentro da própria casa, nota-se também em que a maioria desse público são homens negros de 37 á 49 anos, depender de restos e esmolas não é o suficiente, mais uma vez com a grande exclusão da massa popular, leva também o indivíduo a roubos. Se alojam em praças públicas, em frente a comércios, calçadas se submetem a correr o risco de violência pelos proprietários e pessoas que passam nos locais, como já registrado diversos casos onde é atirado fogo em moradores de rua ainda em sono, algo que vem se popularizando e feita pelas mãos de jovens, qual variadas vezes são jovens de classe média alta.

Concomitante a tal cenário todos esses fatores trazem risco a toda á população, o risco a qual o cidadão pode ter a ser roubado ou exposto a violência por um morador de rua, e o morador de rua o risco de ser exposto também a uma violência sem motivos. Sob outro ângulo existem também os que estão na rua e nas drogas com o desejo de sair dessa vida, pessoas que precisam de uma atenção necessária e não é obtido, por ter se criado uma imagem que todo morador de rua é “vagabundo” ou drogado.

Destarte, o detrito dos argumentos supracitados evidência a necessidade de medidas interventivas com relação a essa população que vive nas ruas á merce de todos os perigosos. Assim cabe ao Governo Estadual, devido ao seu poder maior sobre a saúde, educação e justiça. Será elaborado leis com multas para quem agredir ou maltratar um morador de rua, centro de apoios e recuperação para os dependentes químicos em pelo menos a cada cidade, uma vistoria as ruas com o auxílio de uma assistente social para incentivar e ajudar aos dependentes que há uma resistência maior. As instituições podem ajudar com auxilio para os centros de recuperação com doações e Organizações Não Governamentais, que podem atuar na área de embate por menos burocracia.