Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 10/09/2019

A lei da inércia, ditada por Isaac Newton, afirma que um corpo em repouso tende a permanecer dessa forma até que uma força seja exercida sobre ele. De modo análogo, a questão dos moradores de rua no Brasil segue o mesmo caminho já que entraves rondam tal temática e geram consequências maléficas para o corpo social brasileiro, em diversos âmbitos, desde à segurança- devido á ocorrência de furtos- até à saúde- como o surgimento de problemas psicológicos. Assim, são necessárias ações que retirem o atual panorama da inércia a partir de discussão, entendimento e estudo da questão.

Mormente, segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), todo cidadão tem direito a educação, segurança, moradia, lazer e  saúde. Entretanto, os moradores de rua tem esses direitos corrompidos, exterminados e, torna-os inexistentes. Logo, essas pessoas ficam a margem da sociedade, na qual se tornam cada vez mais invisíveis para a classes sociais mais altas. No entanto, a causas para optar a morar na rua são diversas, é a  principal é o consumo de drogas e álcool que são viciantes e caras, dessa forma, sem condições de comprar, eles optam por vender tudo e morar nas ruas. Todavia, quando ficam em abstinência optam por furtos que corrompe a segurança das pessoas.

Convém ressaltar, que na Revolução Industrial, com a substituição do homem pela máquina fez com que os indivíduos se alocassem em becos e vielas e, dessa maneira, por não terem renda pediam esmolas para sobreviver. Nessa perspectiva, é oportuno frisar que, a falta de emprego faz com que as pessoas se sintam desiludidas e desmotivadas a viver. E, assim, buscam ir para as ruas pedirem ajuda das pessoas mas, a maioria não dá auxilio a eles e, fica claro, que os próprios cidadãos retiram os direitos do próximo. Dessarte, de acordo com Thomas Hobbes " o homem é o lobo do homem", nesse âmbito, sem o amparo dos indivíduos, esse grupo de pessoas ficam sem se alimentar, sem roupas e são vistos como indigente e vagabundos. E, em suma colabora a problemas psicológicos- como depressão, transtornos e fobias- e, pode acarretar a um suícidio futuramente.

Faz-se necessária a percepção que, diante dos infortúnios supracitados são necessárias ações a fim de esgotar os problemas decorrentes dos moradores de rua: uma questão social. Portanto, cabe as Secretarias do Desenvolvimento Social (por ser de maior abrangência), reformar prédios públicos abandonados- por meio de verbas governamentais e, assim, transformar em abrigos para os moradores de rua, para que eles tenham moradias dignas e, assim, possam ser integrados ao mercado de trabalho e, dessa forma serem visíveis na sociedade. Outrossim, cabe a mídia passar propagandas e entrevistas que demonstrem a situação dos moradores de rua, para que as pessoas enxergue-os e os ajudem. E, assim, iria contra a frase de Daniel Lefevre  que " Eles seriam privados do que nos torna humanos".