Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 10/09/2019

De acordo com a Constituição adotada em 1988, todo cidadão deve possuir um padrão de vida capaz de assegurar seu bem estar, sobretudo à moradia. Em contra partida, nota-se que em relação à realidade atual há uma incoerência, visto que, o Estado brasileiro possui uma extensa parcela populacional moradora de rua. Assim, esse panorama auxilia na análise da questão problemática, devido a fatores referentes às negligências governamentais e sociais.

A princípio, a Secretaria de Assistência Social estimou que a situação dos moradores de rua triplicou de 2014 para 2018. Nesse contexto, mesmo diante de inúmeras ações para prestar assistência e buscar melhorias para essa massa, persiste em grande escala insuficiências em estratégias estatais e inoperância de políticas públicas nos polos urbanos. Dessa forma, o cidadão, lamentavelmente, torna-se vulnerável frente ao descaso e falta de direitos básicos os quais deveriam ser fornecidos pelo próprio Estado, aumentando ainda mais a desigualdade no país.

Destarte, conforme Thomas Jefferson, mais importante que a criação de uma lei é sua aplicabilidade. Nessa lógica, constata-se que tal norma estabelecida não é de fato contraproducente, em razão das ações não terem uma proporção maior e consiga alcançar a todos. Por conseguinte, os cidadãos ficam submetidos a enfrentar diversos efeitos como a fome, violência nas ruas, discriminações, que dificultam sua inserção no mercado de trabalho e provocam a exclusão social.

Diante disso, para reduzir tais incidências, convém ao Ministério do Desenvolvimento Social com apoio de aparatos governamentais, fomentarem projetos habitacionais, sejam eles temporários ou permanentes, como também, banheiros em locais públicos, doação de mantimentos de higiene pessoal, a fim de possibilitar dignidade a tais indivíduos. A mídia, por sua vez, mostrar por meio de entrevistas e campanhas o cotidiano dos moradores de rua, para expandir o conhecimento e ajuda-los na formação de novas propostas de vida e integração no mercado de trabalho e escolar. Dessa forma, seria possível amenizar o preconceito e aumentar o desenvolvimento social.