Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 11/09/2019
É incontrovertível que a desigualdade social ainda está presente com índices alarmantes no Brasil. Tal fato, é possível perceber com o número de moradores de rua, por exemplo, já que eles fazem parte da população que estão em condição de pobreza absoluta. Contudo, essa classe é uma das que mais sofrem com a exclusão social, já que o mundo capitalista, está sempre em busca do lucro e dos mais favorecidos. Diante disso, os moradores de ruas, além de todas as dificuldades que passam nas ruas ainda são esquecidos e muitas vezes mal tratados pela sociedade.
Segundo Karl Marx, sociólogo, “A luta de classes é como a força motriz da história humana, o combustível da mudança do mundo social.”De maneira análoga, a sociedade, está imersa em uma lógica capitalista e meritocrata, e enxergam essa parte da população de maneira marginalizada, mesmo sem compreender as individualidades de cada um, subjugando-os incapazes e preguiçosos. Além disso, a massa mais favorecida da população que poderia abrir, novas oportunidades de empregos sendo um método de reinserção, o coletivo apenas discrimina de forma a segregar ainda mais esses indivíduos.
Nesse sentido, a questão social desses indivíduos é completamente negligenciada, já que são privados de coisas que os tornam parte da sociedade como o pensamento complexo, cultura, identidade e privacidade. Ao seguir essa linha de raciocínio, observa-se que o valor da vida dos moradores de rua foi subvertido no egoísmo da lógica capitalista, já que eles estão expostos a situações análogas a animais, como frio, fome e insalubridade das ruas. O escritor Machado de Assis, descreveu o homem como um ser desprovido de virtudes, no livro Memórias Póstumas de Brás Cubas.Sob esse pensamento, é válido comparar, as atitudes advindas da maior parte da população, por sentirem a um nível superior, submetem esses seres com mazelas sociais, a situações humilhantes.
Depreende-se, portanto, que os problemas sociais vivenciados pelas ruas está embasados em discriminações. Torna- se imperativo que o Ministério dos Direitos Humanos, em parceria com a mídia, crie campanhas de conscientização sobre a importância da vida dessas pessoas e como elas podem contribuir para o desenvolvimento do país.Que pode ser de forma passiva, ao sair das ruas diminuindo os índices de desigualdade social e de forma ativa, trabalhando em setores primário, secundário ou terciário contribuindo para o desenvolvimento econômico do Brasil. Como resultado, espera-se a empatia da população, para a reinserção dessas pessoas na sociedade,para que, no futuro a luta de classes não seja o combustível da mudança do mundo social.