Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 13/09/2019
Com o surgimento do iluminismo, filósofos como Jonh Locke pregavam que o Governo deveria garantir aos cidadãos o direito à vida, à propriedade e à liberdade. No entanto, na contramão desses ideais, uma análise dos grandes centros urbanos mostra um grande número de moradores de rua como reflexo do capitalismo acirrado, da falta de oportunidades e do uso de substâncias químicas. Além disso, a marginalização e o preconceito contra essa população é um fator agravante na inclusão social desses indivíduos.
Nesse contexto, Meio-Fio, projeto do Médicos Sem Fronteiras (MSF), atua oferecendo assistência à saúde e psicossocial aos desabrigados proporcionando-os o mínimo de conforto. A partir disso, pesquisas realizadas pelo MSF, apontam que 1% dos desabrigados vivem de esmolas ou dizem já ter cometido roubo ou furto. Dessa forma, cabe ressaltar que a maioria dessa população exerce algum trabalho remunerado como reciclagem ou construção civil. Ademais, o preconceito e a discriminação torna-os “invisíveis” por não se enquadrarem no atual modelo econômico.
Além do mais, a forma errônea que o Governo lida com essa situação faz com que essa população fique mais às margens da sociedade. Segundo a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, o alcoolismo e drogas são as principais causas e consequências da condição de rua em que vivem essas pessoas. Portanto, retirar cobertores e acordar desabrigados com jatos de água, atos praticados na Gestão Municipal do ex-Prefeito de São Paulo e atual Governador João Doria, são contrários aos que poderiam levar a uma resolução desse problema social.
A partir disso, é evidente que a população de rua não tem os direitos defendidos pelo iluminismo. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde e Ministério da Cidadania, desenvolver projetos como o realizado pelo MSF, criando centro de acolhimento a essa população com a disponibilização de médicos, assistencialismo social e cursos profissionalizantes, afim de proporcionar a esses cidadãos melhores condições de vida, saúde, oportunidades e bem-estar social.