Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 20/09/2019

“A injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos”. A frase do filósofo iluminista Montesquieu, permite-nos considerar que a situação dos moradores de rua representa um problema a ser enfrentado de forma mais organizada em nossos dias. Sob esse aspecto, convém analisar as principais causas desse triste fenômeno.

A priori, destaca-se a inação do Governo como impulsionador do problema. De acordo com a Constituição Federal brasileira de 1988, o Estado deve agir de modo que, por meio dele, o bem-estar seja alcançado pela sociedade. No entanto, é notório que o Poder Público não cumpre o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, uma vez que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de moradores de rua tem crescido anualmente. Configura-se, portanto, como inaceitável que esse problema permaneça no território nacional.

Outrossim, vale ressaltar que a má formação educacional desses indivíduos auxilia para que haja a permanência dessa mazela. Segundo Nelson Mandela, ativista político e presidente da África do Sul, a educação é a melhor arma que a humanidade pode usar para mudar o mundo. Entretanto, a ruim qualificação profissional das pessoas em situação de rua contribui para que esse cenário permaneça em nossa sociedade, tendo em vista que por esses cidadãos não conseguirem emprego são deixados às margens da sociedade. Desse modo, torna-se urgente que medidas sejam tomadas a fim de que esse problema seja erradicado.

Logo, o Governo Federal deve desenvolver projetos educacionais que visem uma melhor qualificação profissional dos moradores de rua, por meio de parceria entre escolas e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), com ofertas de cursos técnicos profissionalizantes. Espera-se, com isso, que eles tenham uma melhor qualidade de vida e que a justiça seja alcançada pela sociedade brasileira.