Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 27/09/2019

Conforme a Constituição Federal Brasileira, documento jurídico mais importante, o indivíduo possui direito à vida digna, com acesso a saúde, educação e moradia, ademais o que se vê é um desrespeito a qual está previsto carta magna. Sob outro ângulo, as cidades no Brasil têm hoje altos índices de pessoas em situação de rua ou qualquer tipo de assistência. Em síntese, essa problemática há duas origens claras: a desigualdade na distribuição de renda e o desemprego gerado pela grave crise econômica.

É relevante abordar, primeiramente, que a distribuição de renda tornou-se desequilibrada, gerando imensos problemas, os quais cooperam para o aumento da população de rua, pois, uma vez que não apresenta uma renda suficiente para sustentação acaba se deslocando para as vias. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município de Canaã dos Carajás-PA possui alto PIB per capita (R$ 67mil), porém tal riqueza fica concentrada na mão de poucos. Cerca de 40% tem renda de até um salário mínimo. Esse padrão se repete por todo o país, confirmando assim um padrão de distribuição de renda desigual e que deixa sempre sob ameaça uma parcela considerável da sociedade. Não se pode esquecer de que há outro fenômeno que está ligado ao advento: o desemprego. É correto afirmar que a crise econômica fez o número de pessoas sem emprego formal chegar em 14 milhões. E considerando os empregos sem carteira assinada, é provável que metade da população em idade de trabalhar esteja desocupada. No entanto, a questão vai ainda mais fundo. Há uma questão estrutural do emprego. As novas tecnologias fazem com que as oportunidades de trabalho que surgem, exijam pessoas mais com maior nível de escolaridade. Muitos empregos vão sumir e um contingente enorme de população com ensino básico será descartável, ou seja, o indivíduo perde emprego e a chance dele voltar a receber um salário decente se torna cada vez mais improvável. Em suma, no fito de solucionar esse impasse medidas de curto e longo prazo devem ser tomadas. Portanto, cabe ao Poder Público coordenar com empresas uma reformulação da política de assistência para moradores de rua, criando mais albergues e projetos sociais fornecendo alimentos, roupas, assistência psicológica e cursos, afim de reduzir à população de rua e para recolocação no mercado de trabalho. Com tais implementações, o problema poderá ser uma mazela passada na História brasileira.