Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 19/10/2019
São Tomas de Aquino defendeu que todas as pessoas devem ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão dos moradores de rua contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, esse grupo é vítima de discriminação constante. Diante dessa perspectiva, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude de questões políticas e da criação de estereótipos.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a questão política presente na situação. Nesse sentido, o filósofo grego Aristóteles defendia que a política tem a função de promover o bem-estar do povo. Sob essa lógica, vê-se uma falha no dever político perante a criação de programas que visem a reinclusão dos moradores de rua na sociedade, com o oferecimento de auxílios à moradia, alimentação e emprego. Assim, sem esses programas, o bem-estar desses indivíduos é afetado, o que agrava ainda mais o problema.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de conhecimento. De acordo com o filósofo alemão Schopenhauer, os campos de visão de uma pessoa determinam seu entendimento de mundo. Tendo isso em vista, muitas pessoa não tem informação séria sobre a situação dos moradores de rua, quais as razões que os levaram a viver na precariedade, por exemplo, o que contribui para a criação de estereótipos. Desse modo, com os campos de visão limitados, os indivíduos dificilmente se mobilizarão para realizar ações que melhorem a qualidade de vida dessas pessoas, o que causa a persistência da situação.
Convém, portanto, que, de maneira urgente, medidas sejam tomadas. Logo, o Governo Federal, em parceria com os Governos dos Estados e as Prefeituras, deve desenvolver um projeto de reinclusão dos moradores de rua na sociedade, por meio da construção de espaços destinados a acolherem essas pessoas, com o oferecimento de moradia e alimentação. Ademais, nesses locais, devem se oferecidos cursos profissionalizantes, com o objetivo de incluir os moradores de rua no mercado de trabalho. Além disso, esses agentes, devem divulgar nos meios de comunicação informações sobre a gravidade da questão discutida, a fim de promover a lucidez da sociedade em relação a essas pessoas e assim, quebrar estereótipos. Dessa forma, todos serão tratados com a mesma importância, como defendeu São Tomas de Aquino.