Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 14/10/2019
No romance “Capitães da Areia”, escrito pelo brasileiro Jorge Amado, no século 20, é retratado a precária condição de vida de jovens moradores de rua. Fora da ficção, o cenário se assemelha a realidade brasileira, uma vez que, apesar da Constituição Brasileira assegurar o direito á moradia, muitos cidadãos vivem nas vias públicas, devido à baixa condição financeira. Sob esse prisma, é irrefutável que tal questão social apresenta desafios, como a precariedade do processo educacional e a urbanização acelerada. Então, medidas para a minimização do impasse são necessárias.
Nesse viés, a partir da década de 1930, devido ao desenvolvimento da industrialização brasileira, houve um grande êxodo rural, o que elevou de forma significativa o número de pessoas nos centros urbanos. Sendo assim, a urbanização foi responsável pelo desenvolvimento de grandes cidades sem infraestruturas. Nesse sentido, é comum que haja formação de favelas e a vivência nas ruas, pelos mais pobres.
Portanto, para que haja minimização do impasse, compete ao Governo, em parceria com o MEC, elaborar um processo educacional mais eficiente. Essa ação deve ser feita por meio de maiores investimentos, da disponibilização de cursos técnicos e profissionalizantes. Dado que, dessa maneira, inúmeros indivíduos irão obter maiores oportunidades no mercado de trabalho e, consequentemente, poderão custear seus lares. A fim de promover uma melhor qualidade de vida. Concomitantemente, o Estado precisa promover o bem-estar da população que reside nas ruas, através da concessão de subsídios habitacionais, primordialmente, isento de custos - para ocorrer a estabilização monetária. Visto que, desse modo, o direito à moradia será abonado, com o intuito de propiciar a desmarginalização social e o conforto coletivo.