Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 17/10/2019
Sabe-se que, no Brasil, encontram-se muitos problemas relacionados à minoria, como é o caso dos deficientes visuais e auditivos, moradores de rua, cadeirantes, entre outros. Porém, destaca-se os moradores de rua, devido a sua alta frequência nos grandes centros urbanos das cidades brasileiras. Com isso, é notório, muita das vezes, ações as quais a população associe esses indivíduos como seres insignificantes e insensíveis , tornando-os cada vez mais invisíveis perante a sociedade e ao governo, além de atitudes preconceituosas que podem gerar violência e desocupação dessa minoria em determinada área pública.
A princípio, sabe-se que os principais motivos os quais levam os moradores de rua a estarem nessa situação, é devido aos vícios como alcoolismo e drogas, rejeição familiar e desemprego, como consequência eles vão perdendo tudo aos poucos e a rua se torna a única opção de moradia. No entanto, apesar da difícil situação dos moradores de rua terem que enfrentar, ainda é perceptível a presença de preconceitos por parte da população, os quais são associados, na maioria das vezes, como indivíduos insignificantes, sujos e insensíveis, tornando-os como seres invisíveis os quais passam diversas pessoas, mas nem se que são notados.
Ademais, outra explicação para a atual situação dos moradores de rua se caracteriza pelo novo conceito criado por Adela Cortina - filósofa da Universidade de Valença, na Espanha - de acordo com os artigos e um livro acerca da aporofobia, escrito pela filósofa espanhola, o termo se caracteriza como uma palavra emprestada da língua grega identificando uma fobia, um medo, uma patologia social que se manifesta na aversão a alguém que é percebido como diferente, nesse caso expressa pela aversão aos pobres. Segundo ela, esse conceito seria a explicação para vários problemas que assolam o país, inclusive acerca dos moradores de rua, na qual encontra-se casos de violência e repressão sem nenhum motivo pertinente.
Portanto, tendo em vista os aspectos citados, torna-se perceptível a necessidade de mudanças para que amenize os casos de pessoas que têm a rua como única opção de moradia. A princípio, vê-se importante a atuação do Governo em ampará-los, a começar pelos prédios inativos, que não estão sendo utilizados para nenhum bem, tem-se como alternativa ativá-los para os moradores de rua que estão em condições precárias. Associado a isso, é essencial a presença de projetos sociais que ajudem essas pessoas, atuando nos prédios disponibilizados pelo Governo, disponibilizando ações e campanhas para melhorar a qualidade de vida dos moradores de rua. Com isso, o índice de pessoas que vivem na rua irá diminuir e a chance de novas oportunidades a elas será maior.