Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 15/10/2019
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa os moradores de rua, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela baixa escolaridade, seja pelos vícios. Nesse sentido, convém analisar as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a os vícios rompe essa harmonia, haja vista que, é de conhecimento geral, que a maioria das pessoas encontradas nas ruas são dependentes químicas. Uma vez que, deixaram ou perderam suas casas para viver em prol dos vícios. E pela falta de apoio familiar e principalmente pela decadência de projetos governamentais que ajudem esses dependentes, o número de pessoas neste estado vem sendo cada vez maior.
Outrossim, destaca-se a baixa escolaridade como impulsionadore do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que segundo a revista Istoé, 58,7% dos moradores de rua têm apenas o ensino fundamental completo. Logo, a falta de formação escolar acabar acarretando o desemprego, que “obrigam” essas pessoas viver em situação precária nas ruas.
É evidente, portanto, que ainda há entrave para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Cidadania devem investir mais recursos em projetos contra as drogas para reabilitar essas pessoas, para quem voltem de uma forma digna para sociedade. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, Ministério da Educação (MEC) deve instituir nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate os vícios fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.