Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 14/10/2019
Desde o início da Primeira Revolução Industrial, no século XVIII, a ideia de propriedade privada se intensificou, marginalizando, portanto, espaços importantes dentro de uma cidade. Contudo, a industrialização brasileira tardia fomenta, mais ainda atualmente, a questão de moradores de rua, uma vez que a demora na criação de políticas sociais corroboram para a problemática. Diante disso, fatores como grandes latifúndios improdutivos, em adição com uma lógica capitalista mundial, favorecem para o cenário hodierno.
Em primeira análise, Anthony Giddens define que a “sociedade do risco” é responsável e ameaçada por atitudes individuais equivocadas, o que evidencia o entrave de pessoas desabrigadas. Nessa perspectiva, é importante destacar que o poderio de grandes riquezas, como a terra, na mão de poucos brasileiros ratifica a questão da atualidade e vai de encontro com a fala do sociólogo. A exemplo desse momento é possível ressaltar que a Constituição brasileira garante, pela lei, que deve existir um processo de distribuição dessas áreas, no entanto, isso se mostra eficaz somente na teoria.
Em segundo plano, o geógrafo Milton Santos conceitua que a globalização é o meio perverso de produção de desigualdades dentro da sociedade. Nesse contexto, a questão social, para aqueles que não obtiveram as mesmas oportunidades ficam defasados e subordinados a quem detém mais qualidade financeira, refletindo na população a busca por seu próprio espaço em áreas de baixa condição humanitária.
Portanto, urge que o Governo Federal realiza medidas de equacionar o entrave, bem como a utilização de terras que não cumprem seu papel, pelo raciocínio de uma reforma agrária urgente, por meio de geólogos e instituições sociais, dialogando de forma pacífica com esses grandes detentores a propósito de sanar problemas de moradores em condições precárias. Dessa forma, a comunidade brasileira encontrar caminhos que contribuem para contornar o momento atual.