Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 25/10/2019
“O ser humano não teria alcançado a problemática da exclusão dos moradores de rua no país se, repetidas vezes, não tivesse tentado os direitos de inclusão dos moradores de rua no cotidiano da sociedade do país”. Com essas palavras, Max Weber, sociólogo alemão, afirma que a inclusão, mas também, posteriormente à quebra de paradigmas, é necessária a insistência, por parte de um grupo social, na tentativa da sociedade observar, por outro ângulo, os benefícios de inserir um grupo marginalizado pelos integrantes dessa mesma sociedade.
Primeiramente, cabe destacar que o dever de incluir os moradores de rua no cotidiano da sociedade do país, de modo que possibilite a redução do número de moradores de rua no país e a reinserção social da população em situação de rua, está assegurado não só pelos Direitos Humanos, mas também pela Constituição do Brasil. Acerca dessa premissa, no entanto, os pilares de uma república são deixados de lado a partir do momento em que há o acréscimo do número da população em situação de rua nos últimos quatro anos devido à debilitação das condições socioeconômicas das pessoas tais como, por exemplo, a falta de habitação convencional regular, de modo a abrir oportunidades para a sociedade se tornar excludente cada vez mais.
Paradoxalmente, o Brasil, o qual é considerado como um país acolhedor pelos demais países, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que é reconhecido mundialmente por suas políticas de inclusão, contudo, deixa a desejar no que se refere à reinserção social dos moradores de rua, haja vista que segundo a Revista Istoé, a debilitação das condições socioeconômicas do país propicia o aumento do número de moradores de rua, os quais apresentam cerca de 30% das pessoas em situação de desemprego e cerca de 20% das pessoas em situação de perda da moradia.
Portanto, a questão social dos moradores de rua deve ser alcançadas com a iniciativa do Ministério da Educação, em parceria com as escolas municipais, psicólogos e o Ministério Público, em realizar a implementação de debates socioeducativos e cursos de aprendizagem, por meio de palestras, a respeito das dificuldades enfrentadas pelos moradores de rua no país. Além disso, é necessária a propagação de folhetins relacionados aos métodos socioeducativos para que o brasileiro seja capacitado para ajudar a população em situação de rua ser reinserida no cotidiano da sociedade, mas também para que possa haver um trabalho de transformação na mentalidade dos brasileiros em relação aos moradores de rua, de modo que não só as palavras de Max Weber sejam enraizadas na sociedade, mas também aqueles projetos seriam reimplementados anualmente para torná-los uma prática cotidiana nas escolas brasileiras.