Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 15/10/2019
‘’Mendigaria’’, sobre qual perspectiva?
Com a firmação do capitalismo, no final do século XX, foi consolidada a noção de propriedade privada em todo o mundo ocidental. Dessa forma, para se adquirir, manter ou até mesmo alugar um imóvel, é necessário ter mínimas condições financeiras para isso. Infelizmente, ‘’fatores internos’’ como dependência à drogas e alcoolismo, ou ‘’externos’’ como o desemprego tem acarretado na perda da moradia para os que apresentam , ou gerando decadência financeira para manter o mesmo devido à esses e outros demais fatores.
É necessário, primordialmente, mensurar o recordista na causa: o alcoolismo ou a dependência de drogas. Tais fatores não somente fazem com que pessoas percam seus imóveis, mas favorecem a contração de doenças devido a condição de morar na rua e se tornem indivíduos extremamente vulneráveis à violencia e o assédio sexual. Além disso, a gravidez é um fator agravante para parte desse público, que sem nenhuma estrutura, apresenta condição de cuidar de uma criança, podendo essa, até mesmo contrair uma doença durante a gestação ou após o nascimento.
Em segunda análise, observa-se a questão do desemprego, problemática nacional (e internacional em algumas localidades), que cresceu muito em seu percentual nos últimos anos. Esse fato faz com que as pessoas menos favorecidas financeiramente, ao se deparar com tal situação, tenham que abrir mão até mesmo do próprio imóvel. Contudo, pode se afirmar que o Estado é o principal responsável por tal agravo, sendo esse um dos principais interventores em potencial nesse quadro.
Por fim, os problemas familiares também estão no ranking de maior incidência para a situação de moradia de rua, sendo esse também um dos ‘’fatores internos’’, as desavenças parentais como brigas, problemas financeiros e traições, infelizmente, também fazem com que algumas pessoas se tornem moradores de rua. Todavia, a falta de amparo e estrutura familiar também são casos que, com o radicalismo, acarreta em problemas reais na vida de um cidadão.
Infere-se, portanto que o crescimento de moradores de rua no Brasil está diretamente relacionado com problemas pessoais e não pessoais. Para reverter esse quadro, é necessário uma intervenção mútua entre o governo do Estado e a Psicologia. O primeiro deve propor, de imeditato, melhorias no suporte de clínicas de reabilitação e abrigos para aqueles que no atual momento não apresentam moradia. Para médio a logo prazo, o mesmo deve agir na parceria com empresas para uma melhor empregabilidade da nação. O segundo deve apoiar na estrutura dos problemas familiares, através de terapias individuais e familiares, a fim de prevenir medidas radicais.