Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 15/10/2019

Após o ano de 2008, a maioria dos países do mundo viram-se assolados pelas consequências impactantes da crise econômica que surgiu nos EUA. Tal situação, contribuiu para que o número de indivíduos que moravam na rua, no Brasil, aumentasse em torno de 10% em 2012 , segundo a revista Veja. Diante desse quadro, corrobora o fato dos governos atuais fazerem valer os direitos do cidadão e a sociedade de se atentar para as necessidades do próximo.

Em primeiro lugar, vale destacar que de acordo com o artigo 5º da  Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante à lei. No entanto, em momentos de problemas socioeconômicos, esse direito humano fica à mercê do sistema capitalista, uma vez que, muitos indivíduos são despejados de suas casas em consequência da falta de pagamento de mensalidades e do desemprego que, inevitavelmente, acometem os mais humildes. Portanto, percebe-se que o fato das pessoas não conseguirem honrar com suas obrigações financeiras as colocam em situação de vulnerabilidade social,  além de perderem a dignidade ao tornarem-sem invisíveis diante da sociedade.

Ademais, a população em situação de rua sofre diariamente com essa situação. E isso ocorre porque, segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade é altamente coercitiva com aquilo que foge do padrão pré-estabelecido por ela, como o caso de se não morar em uma casa. Nesse contexto, é evidente que, a sociedade brasileira cria estereótipos em relação aos desabrigados sem ao menos saberem suas histórias de vida e do porque foram parar na rua , o que contribuiu perversamente para a propagação da invisibilidade dessas pessoas e para a exclusão social delas.

Logo, é mister que as Organizações não governamentais (ONGs) de Amparo Social com Moradia em parceria com as comunidades locais ajudem a mitigar essa problemática. As ONGs podem, por exemplo, cobrar das autoridade que separem verbas - por meio de uma parcela do Produto Interno Bruto (PIB)- para que deem assistência financeira àquelas pessoas que comprovarem que estão na eminência de pararem na rua devido a problemas financeiros. Além disso, as ONGs podem promover  palestras para a sociedade sobre as reais causas que levam as pessoas a morarem na rua a fim de  combater os preconceitos e transformar comportamentos com vistas a assegurar a cidadania dos indivíduos  desabrigados e torna-los visíveis e dignos para viverem em sociedade.