Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 15/10/2019

Dentre o artigo 3 da constituição federal do Brasil, rege-se a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais. No entanto, esse viés não vem sendo cumprido, problema que se explica pela irresponsabilidade do poder executivo, e pela maneira preconceituosa com que a sociedade enxerga esses cidadãos.

Precipuamente, a constituição cidadã de 1988 garante o direito de moradia de qualidade a todos os cidadãos, porém o poder executivo não tem desempenhado esse direito. Devido a esse sistema precário, a quantidade de moradores de ruas vem aumentando cada vez mais. Evidencia-se, então, a necessidade de melhora executiva.

Outrossim, de acordo com o filósofo Karl Marx, a história da sociedade até os dias atuais é a história da luta de classes. Sobre isso, a sociedade ainda é um impasse para que esses, tenham uma moradia e uma vida digna. Ademais, boa parte dessas pessoas que moram nas ruas já sofreram algum tipo de transtorno, como uma perda amorosa, ou constante conflito familiar, causa essa que leva o indivíduo a se viciar em drogas lícitas ou ilícitas e optarem por morar nas ruas. Assim, uma mudança na sociedade é fundamental para transpor as barreiras de ressocialização dos exclusos e sem tetos.

Infere-se, portanto, a inópia de ascensão no meio em que vivemos. Cabe ao ecossistema federal o manejo de suas obrigações, seguindo à risca a constituição brasileira, e que promova atividades lúcidas com o intuito de combater a exclusão social. Além do mais, é viável que o Estado invista em propagandas nas redes sociais e televisão, que coloquem  em evidência a situação das pessoas nas ruas, para que a população enxergue-os e possa dar maior visibilidade à esse público, só assim amenizará essa problemática.