Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 16/10/2019
Mendigo. Sem-teto. Morador de rua. Essas são algumas das denominações para se referir ao que a Secretaria Nacional de Assistência Social caracteriza como um grupo social de múltiplas características, mas que compartilha da extrema pobreza, visto que são pessoas que perderam direitos sociais fundamentais como o acesso à moradia, à alimentação e à segurança, entre outros que os deixaram a mercê da violência, das intempéries do tempo, e à vulnerabilidade social.
Segundo dados levantados pelo Ministério do Desenvolvimento Social, os maiores fatores que levam pessoas a morarem nas ruas são o alcoolismo e uso de drogas, perda de emprego e conflitos familiares. Diante disso, nota-se que o problema da população em situação de rua é resultado de uma sucessão de problemas, o que torna a questão um grande desafio para solucioná-lo, já que necessita de um plano de ação que leve em conta as particularidades envolvidas no processo que coloca o indivíduo nas ruas.
Nesse contexto, além de lidar com problemas emocionais gerados nos conflitos que culminaram na perda da moradia, o indivíduo tem que aprender a conviver com as dificuldades do seu novo lar: as ruas. Em outas palavras, perde por fim a sua privacidade, abrigo contra chuva e o frio, alimentação adequada, a cama para dormir. Além do mais, o perigo está à espreita, a falta de segurança os deixam vulneráveis à violência gratuita das ruas.
Dessa forma, percebe-se que a situação dos moradores de rua é de extrema dificuldade e requer urgentemente, medidas que amenizem o problema. Logo, é necessário que as Secretarias de Assistência Social dos municípios, por meio de verbas federais ofereçam abrigos que tenham acomodações para todos que necessitarem. Além do mais, é fundamental que esses abrigos possuam uma rede multiprofissional de apoio, em que se ofereçam atendimento psicológico e a possibilidade de cursos técnicos e profissionalizantes, a fim de que essas pessoas possam recomeçar suas vidas com dignidade.