Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 17/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retrata uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o crescente numero de pessoas em situação vulnerável nas ruas brasileiras apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização do planos de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla nas esferas publicas e sociais, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o crescente numero de pessoas vulneráveis nas ruas deriva na baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil, uma vez que a deficiência na execução dos projetos sociais diante do cenário crescente de uma população em situação de rua, flagelada pelo abandono e o esquecimento das esferas públicas. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa estrutura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o abandono familiar e a dependência química de grande parte de cidadãos que se encontram nessa situação como promotores dessa problemática social, uma vez que sem a criação de politicas publicas efetivas que visem suavizar tal situação, a família é o ambiente que possui mecanismos para interferir, buscando meios e caminhos em órgãos não governamentais, Igrejas ou clinicas privadas que trabalham visando a reabilitação principalmente dos dependentes químicos mais graves.
Assim medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o avanço do numero de pessoas que moram nas ruas brasileiras, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de contas da União direcione capital que, por intermédio do estado, será revertido na criação de politicas publicas e projetos de reabilitação social, através de moradias populares, criação de clinicas para dependentes químicos que visem introduzi lo novamente no meio social, Igrejas ou movimentos que trabalham na valorização e na recuperação desses cidadaos a margem social . Desse modo, atenuar-se, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do aumento de pessoas vulneráveis nas ruas brasileira e a coletividade alcançara a utopia de More.