Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 21/10/2019

No artigo 6 da Constituição Federal Brasileira, consta o direito a moradia como um pressuposto para a dignidade humana. Porém, com os altos índices de moradores de rua nas grandes cidades do país, observa-se que essa lei ainda é um grande desafio e uma questão social no Brasil. Em vista disso, dois fatores agravantes desse cenário são a dependência química e a falta de capacitação profissional desses indivíduos, colaborando para a continuidade do cerceamento deste direito.

Sabe-se que, o uso de drogas ilícitas gera no usuário diferentes comportamentos de cunho irracional. De acordo com, o Ministério de Desenvolvimento Social, 35,5% das pessoas em situação de rua se encontram assim por uso de álcool ou drogas. Sendo assim, o vício pode levá-lo a conflitos familiares ou gastos incoerentes com seu dinheiro, que por sua vez, aumentam as dificuldades para o sustento de um lar ou permanência em tal por parte do indivíduo.

Outrossim, a falta de capacitação profissional dificulta a busca por emprego, gerando uma cadeia de consequências que pode conduzir a condição da falta de moradia pela falta de recursos financeiros. Segundo a Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua, essa é a segunda maior causa pela qual isso acontece. Portanto, oportunidades faltam para aqueles que não tiveram acesso a graus maiores de escolaridade, causando um quadro de exclusão social.

Reconhece-se, dessa forma, que ainda há a necessidade de políticas que possam solidificar o direito a moradia. Sendo assim, seria viável o tratamento para dependentes químicos em clínicas de recuperação, por meio da Secretaria Nacional de Assistência Social, com o apoio das prefeituras municipais, assim como o reinserção dessas pessoas na sociedade, com cursos de qualificação profissional, feito por meio de parcerias com escolas técnicas estaduais, a fim de que mais oportunidades surjam a essas pessoas e suas escolhas sejam tomadas sem interferência de entorpecentes. Afinal, nada pode tangenciar a dignidade humana.