Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 26/10/2019

Preconceito. Medo. Ódio irracional. Violência. Não se pode negar os inúmeros conflitos sociais enfrentados pelas pessoas em situação de rua. Dentro dessa perspectiva, apesar dos inúmeros avanços econômicos, o problema se intensificou. Desse modo, rever a situação sócia a qual essa parcela da população está submetida é indispensável para mitigar essa mazela social.

Em primeiro lugar, é importante destacar a desvalorização extrema das pessoas que vivem em pobreza absoluta. Sob essa ótica, no Brasil esse grupo social tem o pior nível de atenção da sociedade, não se confere cidadania dessas pessoas, elas são invisíveis ou inconvenientes para a maior parcela da população. A fim de comprovar o que está sendo dito, uma antropóloga italiana Adele Cortina lançou um livro em que ela fala da aporofobia que significa raiva contra pobre, e que inclusive está para ações de violência, assim como exemplo queimar mendigo, que foi o caso que ocorreu em Brasília, onde jovens da classe média ateou fogo no índio Pataxó Galdino e justificaram na justiça dizendo que achavam que era mendigo. Tal realidade, mostra o tipo de desprezo que se tem em relação a esse tipo de indivíduo.

Ademais é válido ressaltar, ainda que são vários fatores que levam esses seres humanos a falta de habitação convencional regular. Sob esse viés, pode ser destacados aqui questões de conflitos familiar, abusos sexuais, alcoolismo e as drogas essas são as razões que levam a maioria desses sujeitos a morar na rua, a seguir, vem o desemprego. Convém enaltecer que segundo a Fundação Instituto de pesquisa Econômicas (FIPE), a imensa maioria de quem vivem nas ruas são masculinas do total de 82%. Essa realidade aponta para uma necessária reforma social.

É fundamental, portanto, uma parceria entre o governo e a mídia na qual essa, por meio de propagandas e programas televisivos como novelas aborde sobre o assunto de pessoas em situação de rua, informando a sociedade uma maneira de respeitá-las e ajudar por meio de doações, evitando, assim que elas sejam desprezadas. Concomitantemente, cabe o ministério do desenvolvimento social, promover mais moradias por meio de programas habitacionais, como minha casa minha vida ou imóveis que estão obsoletos, fazendo que seja cumprida a constituição de 1988, na qual essa afirma que a propriedade tem que cumprir uma função social seja ela rural ou urbana. Dessa forma, será possível respeitar os direitos sociais de cada cidadão.