Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 18/10/2019
‘‘Na mais rica metrópole, suas varias contradições é incontável, inaceitável, inevitável ver o lado miserável se sujeitando a migalhas, favores se esquivando entre noites de medo e horrores’’. Esse trecho da música ‘‘a vida é desafio’’ do Racionais Mc’s, retrata a situação dos grandes centros urbanos do país. As pessoas em situação de rua representam a camada mais pobre da sociedade e por conseguinte, sofrem de problemas como: falta de direitos, oportunidades e invisibilidade social.
‘‘Em primeiro plano, vale enfatizar a situação que essa minoria está submetida. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, apresentam uma estimativa de 110 mil, moradores de rua no Brasil. Nesse contexto, evidenciam-se vários motivos que levaram essas pessoas a buscarem a rua como abrigo, tais como; desemprego, drogas e problemas familiares. Contudo, o mais importante no momento é garantir políticas públicas que garantam a toda essa população acesso a direitos básicos como; moradia, acompanhamento de saúde e oportunidades de emprego.
Ademais, grande parte da sociedade trata com certa discriminação esses cidadãos. O documentário, ‘‘Eu existo’’, apresenta denúncias de gravíssimas violações de direitos humanos, estimulando um novo olhar da sociedade em relação á situação de rua. Ora, as transformações na cidade estão acontecendo através de um conceito geográfico chamado ‘‘gentrificação’’, ou seja, a burguesia tá ocupando todos espaços da cidade, sem ao menos se importar com a camada mais pobre. Desse modo, se desenvolve um modelo capitalista exacerbado de tal forma que, uma classe social se sobrepõe de forma desumana sobre a outra.
Portanto, o Governo, deve criar o centro de integração nacional ‘‘Eu existo’’, que será um local que oferecerá todos serviços necessários para a recuperação, formação e reintegração do cidadão na sociedade. As Prefeituras locais deverão identificar as pessoas em situação de rua e encaminhar para o Centro de integração. Desse modo, os indivíduos só voltarão para cidade, com moradia e emprego garantidos pelo Estado.