Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 18/10/2019

Consoante o filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman: " não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas." Essa visão, embora correta, não é efetivada no hodierno cenário global, sobretudo no Brasil, dado que a população em situação de rua sofre estigmas pejorativos e, muitas das vezes, essa população se torna invisível aos olhos da sociedade. Isso ocorre, ora pelo despreparo civil, ora pela inação das esferas governamentais para conter esse dilema. Assim, hão de ser analisados tais fatores a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

Nesse contexto, é imperioso destacar  que estigmas feitos com a população em situação de rua é fruto do despreparo civil de lidar com a tolerância. Isso porque, mediante a ausência de uma orientação adequada, o indivíduo, preocupado somente com si mesmo, ignora pessoas que possuem um  padrão de vida baixo, no que concerne a situação financeira, corroborando para o individualismo da sociedade. Esse panorama evidencia-se, por exemplo, no documentário " Eu existo" que foi elaborado por um grupo de estudantes de direito da USP, mostra que umas das maiores dificuldades enfrentadas por moradores de rua é a falta de visibilidade na sociedade. Logo, é substancial a alteração desse quadro que vai de encontro à possibilidade de uma vida tolerante.

Outrossim, pontua-se que os desafios enfrentados pela população que encontra-se em situação de rua, deriva, ainda, da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Isso se torna mais claro, por exemplo, ao observar o  descumprimento da constituição brasileira, que fala que todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza, corroborando, assim,  para a desigualdade e a intolerância sofrida pela a população de rua. Ora, se um governo se omite diante de uma questão tão importante, entende-se, assim, o porquê de sua continuação. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater a invisibilidade da população em situação de rua aos olhos da sociedade brasileira. Para, tanto, cabe ao Ministério da Educação -ramo do estado responsável pela formação civil- inseri, nas escolas, desde a tenra idade, palestra sobre a importância da tolerância na sociedade, de cunho obrigatório em função da sua necessidade, além de difundir campanhas instrucionais, por meio de mídia de grande alcance, para que o sujeito possa respeitar e ajudar o próximo. Ademais, cabe ao Ministério dos direitos humanos cumprir com a constituição brasileira e intensificar projetos que tem como o objetivo acolher a população em situação de rua. Somente assim, esse problema será erradicado, pois, conforme o musicista Gabriel pensador, " na mudança do pressente a gente molda o futuro."