Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 27/10/2019

O livro ensaio sobre a cegueira do José Saramago retrata uma epidemia que deixa as pessoas cegas, uma analogia a como as pessoas vão se tornando cegas moralmente no mundo contemporâneo. Fora da ficção, observa-se uma situação semelhante levando em conta que vivemos em uma sociedade individualista e sem empatia. Nesse contexto deve-se se analisar como a exclusão social e a negligencia do poder público resultam e dificultam a vida dos moradores de ruas.

Em primeiro lugar, é perceptível falta de politicas públicas em relação aos sem tetos. Para Aristóteles, a politica deve ser utilizada de modo que por meio da justiça alcance a igualdade, nesse sentido, em nosso contexto atual nota-se uma disparidade com esse pensamento, uma vez em que embora moradia,saúde e educação sejam direitos básicos previstos pela constituição, eles ainda são negados para os moradores de rua, refletindo na importância do estado para essa problemática.

Outrossim, é importante destacar a alienação da população como impulsionadora da exclusão social . Segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, seguindo esse raciocínio nota-se que a questão de moradores já se tornou banal e grande parte da população já se conformou com ela, se tornou senso comum, assim o fortalecimento desse tipo de pensamento é transmitido de pessoa a pessoa agrava o problema.

Dado o exposto, é notório que a situação dos moradores de ruas vem se intensificando, por isso se faz necessário a colaboração do governo federal e a secretaria nacional de assistência social afim de promoverem a  reinserção das pessoas que se encontram em condições de rua na sociedade, por meios de ações que garantam seus direitos básicos e cidadania. Ademais, as redes sociais e as campanhas devem trabalhar como ferramenta fundamental da divulgação da situação dos moradores de rua e motivar as pessoas  a ajudarem promovendo a coletividade e restaurar a igualdade proposto por Aristóteles.