Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 25/10/2019
Sabe-se que a existência de moradores de rua é um problema social no Brasil. Em Ribeirão Preto, por exemplo, o Projeto Mão Amiga é realizado para ressocializar moradores de rua da cidade. Não obstante, medidas assim são raras, portanto, são necessárias ações governamentais que trabalhem na raiz do problema: a precária educação e o uso de drogas.
Em primeiro lugar, é preciso entender que o nível educacional pode influenciar no futuro do cidadão. Um estudo publicado pela ‘‘Isto é" mostrou que quase 60% das pessoas que habitam as ruas sequer começaram o Ensino Médio, além de mais de 15% delas nunca terem estudado. Isso mostra o quão importante é ter uma bagagem de conhecimentos, tendo em vista a gama de oportunidades que serão oferecidas em virtude dessa. Já dizia Paulo Freire, grande educador e filósofo, que a educação não é capaz de mudar o mundo, mas muda as pessoas, as quais podem transformá-lo. Logo, é indubitável que escolas de qualidade seriam capazes de solucionar o impasse.
Ademais, o vício em drogas é outro entrave que perpetua a problemática. Segundo a mesma pesquisa citada, o maior motivo de muitas pessoas estarem habitando as ruas é o uso de entorpecentes. Nesse caso, o usuário acaba por sofrer muitas perdas devido à condição em que vive, dentre elas, o emprego, dificultando ainda mais a vida em sociedade. Sem um trabalho, torna-se inviável o ganho justo de dinheiro, o qual é essencial para a compra/aluguel de uma casa, bem como para o pagamento de contas essenciais decorrentes de uma habitação digna. Dessa forma, fica evidente que essa realidade colabora para a continuidade da problemática.
Urge, pois, que uma atuação efetiva em esferas que promovam resultados de longo e curto prazo ocorram. Para o primeiro, a prefeitura de cada cidade deve cadastrar e acolher os moradores de rua do município, utilizando espaços destinados a abrigo e contratando assistentes sociais, médicos e psicólogos para melhor atendê-los, com o fito de inseri-los no mercado de trabalho, em redes de ensino e devolvê-los para o convívio social, sendo que todo o trabalho com cada desabrigado deve ocorrer dentro de 6 meses. Outrossim, para o segundo caso, o Ministério da Educação deve tomar as medidas cabíveis para melhorar as escolas públicas, prevenindo, assim, a entrada no mundo das drogas e ser a principal medida paliativa. Com isso, ter-se-á um país cuja existência de moradores de rua não será mais uma realidade.