Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 20/10/2019
Devido a questão da desigualdade social, que existe no Brasil desde que esse começou a ser colonizado, muitas pessoas que não possuem qualquer condição financeira vêem-se obrigadas a morar na rua. Nessa situação essas pessoas dificilmente conseguem reverter sua condição ou têm a oportunidade de serem reintegradas a sociedade. Assim é que, infelizmente, pode-se constatar que existe um grande desamparo do Estado para com essas pessoas e também que a maior parte da sociedade prefere negligenciar a existência dessas.
Em primeiro plano, é necessário entender que a maioria das pessoas em condições de rua não escolheram viver dessa forma, na realidade não lhes são dadas opções. Isso promove uma reflexão de que deveria existir uma maior responsabilidade governamental para prevenir essas situações, porém, o que acaba acontecendo é um desamparo generalizado e que não impede o aumento de pessoas sendo marginalizadas por falta de condições financeiras, de uma educação de qualidade e de oportunidades de emprego à essas pessoas. Dessa maneira, estados como São Paulo continuarão sendo destaques negativos com o crescimento da quantidade de moradores de rua, como em 2015, quando a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social registrou mais de 15 mil pessoas nessas condições.
Além disso, também respectivo a marginalização que esse grupo social sofre, parte da sociedade acaba negligenciando sua existência, colocando toda a responsabilidade desse problema no Estado. No entanto, devido principalmente aos estereótipos que os moradores de rua sofrem, como o de que são todos agressivos ou dependentes químicos, esses preconceitos também tornam-se fatores que contribuem para a permanência de suas situações. Assim, como diria o escritor inglês Thomas Browne “nenhum homem pode criticar ou condenar justamente outro homem, porque nenhum homem conhece realmente o outro”.
Em suma, vê-se que essa é realmente uma questão social, onde a responsabilidade para resolvê-la deve ser compartilhada. Para isso, faz-se necessário que o atual Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos crie um sistema para cadastrar os moradores de rua, levando em consideração suas idades e condições físicas, para em seguida encaminhá-los à instituições especializadas (hospitais, asilos, ONG’s…) que possam recebê-los e também lugares que possam oferecer emprego a essas pessoas. Desse modo, ofertando ajuda e oportunidade, pode-se esperar que o número de pessoas em situação de rua irá decair constantemente.