Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 20/10/2019

Com base em dados do físico Galileu Galilei, o cientista inglês Isaac Newton elucidou umas das propriedades da matéria: a inércia, na qual é a capacidade de permanecer em uma trajetória até que, por fim, uma força faça-o mudar de curso. Sabendo disso, na pós-modernidade, tal particularidade assemelha-se a realidade dos moradores de rua do país, que é um problema de questão social inerte, devido a, em grande maioria, falta de renda, problemas no âmbito familiar, uso de drogas, propiciando o aumento no número de pessoas em situações de vulnerabilidade. Assim sendo, é notória a necessidade de promover melhorias para atenuar essa adversidade.

Precipuamente, é importante pontuar a respeito das dificuldades que essas pessoas têm para conseguir superar os problemas que passam, como a falta de renda. Nesse contexto, Antônio Vieira - escritor e orador português da Companhia de Jesus - faz uma analogia atestando que a educação tem valor em todos os lados, assim como uma moeda de ouro, ou seja, ela pode funcionar como um elo para minimizar os impasses. Segundo a revista Istoé, somente 7 a cada 100 pessoas, que moram na rua, chegaram ao Ensino Médio. Depreende-se, assim, a necessidade de ações para diminuir a adversidade.

Em consonância a isso, surgem as pessoas em condições de vulnerabilidade. Parafraseando o filósofo Platão, seguindo esse viés, a magnitude não está somente no existir, mas sim no manter-se bem, isto é, o bem-estar é de um tamanho valor que excede o da própria vida. No entanto, essa verdade não condiz com a realidade dos moradores de rua que têm esse estado reduzido drasticamente. À vista disso, é indispensável que haja uma maior preocupação acerca da implantação e efetivação de medidas que sirvam como diligência para esse problema.

Em suma, torna-se necessário a inserção de ações para abrandar o número de moradores de rua, que é uma questão social. Logo, cabe ao Governo Federal, concomitantemente com o Ministério da Educação, por meio da implantação do assunto em livros didáticos, a partir do ensino fundamental, promoverem aulas lúdicas. Outrossim, desenvolverem palestras e rodas de conversas abertas à comunidade, periodicamente, com especialistas, a fim de haver uma hábil disseminação do saber e, como resultado, construção de diálogos com pensamentos críticos. Aguarda-se, nessa instância, que a inércia de Newton se aplique de forma positiva para o problema.